AUTOATENDIMENTO

Professoras ministram palestra no Instituto Aberje
07/03/2012 - 19h03

   As professoras Solange Baladelli Cardoso e Maria Ogécia Drigo ministrarão palestra sobre Etiqueta Corporativa, num evento em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, promovido pela Associação Brasileira de Jornalismo Empresarial (Aberje), na quinta-feira (dia 08), em São Paulo.

   As professoras apresentarão os resultados da dissertação “Manifestações da Cultura Organizacional: estudo com a aparência da Mulher em empresas metalúrgicas multinacionais de Sorocaba e região", defendida pela professora Solange, no Mestrado em Comunicação e Cultura da Uniso, com a orientação de Ogécia, em dezembro passado.

   Para o evento, são esperados 200 participantes, entre diretores e gerentes de comunicação de empresas, que terão diversas atividades ao longo do dia, das 9h às 18h. O evento será realizado no Instituto Aberje, que fica na Avenida Angélica, 1761. Mais informações: www.aberje.com.br/diadamulher.

A pesquisa – Na pesquisa, que buscou compreender a construção da aparência da mulher no contexto organizacional, foram entrevistadas 464 trabalhadoras de setores administrativos de empresas multinacionais metalúrgicas de Sorocaba e Região.

   Com 33 anos em média, 1,64m de estatura e 66 kg de peso, com predominância de cabelos e olhos castanhos e pele branca, segundo a pesquisadora, essas mulheres são, em sua maioria, graduadas ou pós-graduadas e atuam na mesma empresa há seis anos, em média. Ocupam cargos operacionais das áreas administrativas em funções tidas como ‘femininas’ e recebem salários menores que os homens, na mesma função. Poucas têm cargos no alto escalão.

   Para essas mulheres, conforme detalha a pesquisadora, a aparência envolve bom humor, vestir-se com elegância e discrição, gestos moderados, voz baixa e suave, pele, unhas e cabelos bem cuidados, corpo depilado, sobrancelhas bem delineadas e maquiagem. Não é primordial o corpo musculoso, mas a elegância, para elas, é indispensável.

Quanto aos atributos que trazem para o trabalho, estão inteligência, sensibilidade, simpatia, charme, romantismo e as características de “mãe”, por exemplo, que correspondem, de certa maneira, às qualidades valorizadas em outras épocas para a inserção no mercado de trabalho.

   Na segunda Idade Média, conforme aponta a pesquisa, as mulheres eram sempre subordinadas ao homem e definidas por ele, incorporando um modo de ser segundo apenas o que a concepção masculina permitisse. Já no século XX, a mulher passou a ter o direito de votar, estudar e se inseriu no mercado de trabalho.

   “Hoje, ela tem poder de escolha e sabe 'jogar' com todas as regras. Sua aparência se constrói com um jogo que não elimina do rol de possibilidades as regras dadas pelas empresas, possibilidades essas que são avaliadas com humor, cautela, leveza...”, finaliza a professora Solange.

Homenagem – A professora Thífani Postali será uma das quinze homenageadas nesta quinta-feira, durante o evento "Cena Beneficente", promovido também em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, em prol da Associação dos Amigos dos Deficientes e da Casa Abrigo Valquíria de Almeida, no Ipanema Clube.

   As homenageadas foram escolhidas pelo destaque que alcançaram no ano passado com seus trabalhos, como no caso de Thífani, pela projeção do seu primeiro livro “Blues e Hip Hop: uma perspectiva folkcomunicacional”. Fruto da dissertação desenvolvida no Mestrado em Comunicação e Cultura da Uniso, a obra pode ser adquirida pelo blog: www.thifanipostali.com.