AUTOATENDIMENTO

Lançamentos de livros marcam a semana
11/05/2012 - 13h47

   Cerca de 200 testemunhos, entre civis e militares, estão reunidos em “Crônicas de Cáucaso – As guerras da Chechênia” (Editora Crearte), a nova obra do professor Paulo Edson Alves Filho, do curso de Letras. O lançamento do livro aconteceu na última terça-feira (08), no Salão Vermelho do câmpus Trujillo.

   A obra narra a guerra separatista iniciada em 1994 pelo líder checheno Djokhar Dudaiev, responsável pela declaração da independência da república caucasiana da antiga URSS.  Segundo o autor, o resgate histórico sobre a guerra na Chechênia é o primeiro em língua portuguesa a tratar o assunto com profundidade. A pesquisa foi feita através de sites russos e contatos internacionais. “Pessoalmente, não tive contato com nenhum checheno”, explica.

   Apesar de sua viagem à Rússia, em 2011, o que ajudou na finalização do livro, Alves Filho afirma que não pode ir até a Chechênia por alerta dos colegas. “O clima hostil ainda permanece entre os separatistas”, relata. No entanto, esclarece o professor, a situação entre russos e chechenos está apaziguada. “Muitos desejam, inclusive, a reunificação com a Rússia”.

   Em “Crônicas e Cáucaso – as guerras da Chechênia”, o autor busca chamar a atenção de adolescentes que gostam de aventura, pois o texto marca as vozes civis, que desdobram os acontecimentos durante o conflito.  A obra pode interessar ainda aqueles que acompanharam a guerra pelos meios de comunicação, que traziam poucas informações.

A guerra – Sobre o conflito, a análise do professor Paulo Edson Alves Filho é de que toda a ação que ocorreu na Chechênia poderia ter sido resolvida diplomaticamente.

   Para ele, os erros e excentricidades cometidos pelo líder chechênio, juntamente com o extremismo islâmico, levaram o país a uma guerra desnecessária. “A Chechênia é um país muito pequeno”, lembra. O fato de ter um grande arsenal bélico foi o que levou a população à guerra.  Dudaiev, sem tropas o suficiente, entregou armas aos civis, contribuindo, assim, ao fanatismo. “Um dos relatos coloca Dudaiev como o ‘flautista de Hamelin”, atraindo os civis para o conflito. Foi a melhor definição que encontrei”, destaca o autor.

Contos e Poesia – Outro lançamento da noite foi a obra “Avidamente olho para o mundo” (editora Multifoco), da professora Sueli Aduan, egressa do curso de Letras da Uniso. O livro é um pocket com poesias e contos que trazem a visão da autora sobre o mundo.

   A autora falou sobre o esforço aplicado para escrever. “Não acredito em inspiração. Para escrever tem técnica, tem estudo e é necessário um pouco de suor. Não dá para escrever de qualquer jeito”, enfatiza.

   Sueli, que trabalha também como oficineira pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, contou as experiências através da internet. Para ela, a rede é um importante veículo de divulgação e de treinamento para o trabalho pessoal.  Com uma oficina online, onde posta algumas propostas, os participantes podem exercitar a prática textual. “A vantagem é que não existe preocupação com coerência ou escrita, é livre. Nesse momento, o que vale mais é a criatividade”. Para quem quiser conhecer o projeto basta acessar http://escritoslinguagemnocorpo.blogspot.com.br/.

Colaboração: AgênciaJor/Uniso


Prof. Paulo Edson, autor de "Crônicas de Cáucaso"

Profa. Suelin Aduan lançou o livro "Avidamente olho para o mundo"